Capítulo 5

Descobre-se um motivo

     Como sublinhámos na Introdução, o crime contra a Igreja e o Mundo que nos propusemos provar neste livro envolve «a tentativa sistemática, que vem já desde o ano de 1960, de abafar, apresentar erroneamente e negar a autenticidade dessa mensagem, embora as suas alarmantes profecias se estejam a concretizar mesmo diante dos nossos olhos.»

     Mas por que razão homens que ocupam os mais altos cargos de autoridade na Igreja cometeriam um tal crime? Como observou Aristóteles, para se compreender uma acção deve-se procurar o motivo. É o que faremos neste capítulo.

     Admitimos que é sempre difícil provar um motivo, porque não podemos ler a mente de uma pessoa, e muito menos avaliar o estado da sua alma. Ao concluirmos qual seria o motivo, podemos apenas - tal como membros de um júri num processo meramente civil - basear a nossa decisão nas acções exteriores do acusado, à luz das circunstâncias circunjacentes. Quando um júri conclui que um homem assassinou a mulher para obter o dinheiro do seguro, por exemplo, baseia-se quanto ao motivo numa inferência razoável a partir das circunstâncias circunjacentes. Seria de estranhar que um assassino, em tal caso, admitisse “Matei-a para receber o seguro”. Pelo contrário, o motivo teria de ser inferido a partir de coisas como a compra recente, por parte do marido, de uma apólice de seguro de valor substancial para a mulher.

     Ninguém pensaria acusar um júri de “juízo temerário” se inferisse a partir das circunstâncias que o marido, no nosso caso hipotético, tinha intenção de assassinar a mulher por causa do dinheiro. Da mesma maneira, pode deduzir-se um motivo no caso de Fátima a partir das circunstâncias; não é um “juízo temerário” chegar a uma conclusão razoável, quanto ao motivo, com base no que os próprios acusados disseram e fizeram. Além do mais, como iremos demonstrar, temos neste caso o equivalente a uma confissão sobre o motivo. Os acusados foram bastante explícitos sobre o que aprovam e o que tencionam fazer a respeito do crime de que tratamos.

Uma nova e ruinosa orientação da Igreja

     Tal como acusámos na Introdução, neste caso o motivo deriva do reconhecimento, por parte dos acusados, de que a Mensagem de Fátima, compreendida num sentido católico tradicional, não pode conciliar-se com decisões que eles têm vindo a tomar desde o Concílio Vaticano II para mudar toda a orientação da Igreja Católica. Ou seja, a Mensagem atrapalha os seus esforços para fazerem precisamente aquilo que o futuro Papa Pio XII previu, num momento de clarividência sobrenatural: transformar a Igreja numa instituição orientada para o Mundo. O actual escândalo devastador no seio do Clero católico não é senão um sintoma da ruinosa tentativa de “modernizar” a Igreja Católica. Ou, dito de outra maneira: o estado actual da Igreja Católica é o resultado da invasão, sem precedentes, da Igreja pelo liberalismo. Recordemos, mais uma vez, as palavras proféticas de Monsenhor Pacelli (o futuro Papa Pio XII), ditas à luz da Mensagem de Fátima:

     As mensagens da Santíssima Virgem a Lúcia de Fátima preocupam-me. Esta persistência de Maria sobre os perigos que ameaçam a Igreja é um aviso do Céu contra o suicídio de alterar a Fé na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma (…) Ouço à minha volta inovadores que querem desmantelar a Capela-Mor, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os Seus ornamentos e fazê-lA ter remorsos do Seu passado histórico.
     Chegará um dia em que o Mundo civilizado negará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a acreditar que o homem se tornou Deus. Nas nossas igrejas, os Cristãos procurarão em vão a lamparina vermelha onde Deus os espera. Como Maria Madalena, chorando perante o túmulo vazio, perguntarão: “Para onde O levaram?”

     Sublinhámos também, na Introdução, que esta grande mudança de orientação na Igreja - “na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma”, como o futuro Papa Pio XII especificou - era o objectivo, há tanto tempo acarinhado, das forças organizadas que, desde há séculos, têm vindo a conspirar contra a Igreja; as mesmas forças que estavam no poder em Portugal em 1917 e que foram repelidas pela Consagração deste País ao Imaculado Coração de Maria em 1931. E foi precisamente para rechaçar essas forças em todo o Mundo que o Céu enviou a Fátima a Mãe de Deus para pedir a Consagração da Rússia. Essas forças tornar-se-iam cedo a principal arma na longa guerra de Satanás contra a Igreja. E, na verdade, esta guerra decidir-se-á no nosso tempo conforme seja o vencedor da batalha para se cumprir a Mensagem de Fátima.

     A nossa apresentação das provas do motivo neste caso - ou seja, o desejo de impor à Igreja uma nova orientação que exclui a Mensagem de Fátima - obriga-nos a expor os respectivos antecedentes históricos, o que passaremos a fazer. Conhecer esse ‘pano de fundo’ interessa não só aos Católicos, mas também aos não-Católicos que queiram compreender o que vem a acontecer à Igreja Católica depois do Vaticano II.

O objectivo da Maçonaria organizada:
Neutralizar e “instrumentalizar” a Igreja Católica

     Como vimos quanto ao exemplo de Portugal em 1917, as forças da Maçonaria (e os seus aliados comunistas) conspiraram para impedir que a Mensagem de Fátima acabasse de se cumprir em Portugal. Insinuou-se que a Mensagem era uma fraude ou uma ilusão infantil; os próprios videntes foram perseguidos e até ameaçados de morte. Tal era o ódio destas forças contra a Igreja Católica e a Virgem Mãe de Deus.

     O mesmo sucede com estas forças que hoje estão à solta por todo o Mundo. Não é preciso descer aos devaneios das teorias de conspiração para saber que, até 1960, os Papas escreveram mais condenações e avisos sobre os manejos dos Maçons e dos Comunistas contra a Igreja do que sobre qualquer outro tema na História da Igreja.

     Sobre este ponto, não podemos deixar de considerar a infame Permanent Instruction of the Alta Vendita, um documento maçónico que delineava todo um plano para infiltrar e corromper a Igreja Católica no século XX1. Apesar de estar na moda, desde o Concílio Vaticano II, ridicularizar a existência de uma tal conspiração, deve notar-se que os papéis secretos da Alta Vendita (uma sociedade secreta italiana), entre os quais a Permanent Instruction, caíram nas mãos do Papa Gregório XVI. A Permanent Instruction foi publicada a pedido do Bem-Aventurado Papa Pio IX pelo Cardeal Crétineau-Joly no seu livro The Roman Church and Revolution2. Pelo seu Breve de aprovação, datado de 25 de Fevereiro de 1861 e endereçado ao autor, o Papa Pio IX garantiu a autenticidade da Permanent Instruction e dos outros documentos maçónicos, mas não permitiu que se divulgassem os nomes verdadeiros dos membros da Alta Vendita mencionados nos documentos. O Papa Leão XIII também pediu a sua publicação. Ambos os Papas actuaram, certamente, para evitar que se concretizasse uma tal tragédia, que estes grandes Pontífices sabiam que estava longe de ser impossível. (O Papa Pio XII também o sabia, como podemos inferir dos comentários proféticos que fez quando ainda era Secretário de Estado do Vaticano).

     O texto completo da Permanent Instruction também se encontra no livro de Monsenhor George E. Dillon Grand Orient Freemasonry Unmasked3. Quando deram um exemplar do livro de Monsenhor Dillon ao Papa Leão XIII, este ficou tão impressionado que encomendou que se fizesse uma edição italiana, paga por sua conta4.

     A Alta Vendita era a loja mais categorizada dos Carbonários, uma sociedade secreta italiana ligada à Maçonaria e que, juntamente com esta, foi condenada pela Igreja Católica5. O respeitável historiador católico Padre E. Cahill, S.J., que não pode ser considerado como um “maníaco das conspirações”, escreveu no seu livro Freemasonry and the Anti-Christian Movement, que a Alta Vendita «era geralmente considerada na altura como o centro governativo da Maçonaria europeia»6. Os Carbonários estiveram especialmente activos na Itália e na França [e em Portugal, sobretudo de 1910 a 1926]6a.

     No seu livro Athanasius and the Church of Our Time (1974), o Bispo Rudolph Graber, autoridade objectiva e irrepreensível que escreveu depois do Concílio Vaticano II, citou um Maçon ilustre que declarou que «o objectivo (da Maçonaria) já não é a destruição da Igreja, mas utilizá-la através da infiltração»7. Por outras palavras, como a Maçonaria não pode obliterar completamente a Igreja de Cristo, tenciona não só extirpar a influência do Catolicismo na sociedade, como também usar a estrutura da Igreja como instrumento de “renovação”, “progresso” e “iluminação” - isto é, como um meio de levar a cabo muitos dos princípios e objectivos maçónicos.

     Ao discutir a visão maçónica da sociedade e do Mundo, o Bispo Graber introduz o conceito de sinarquia: «O que agora enfrentamos é a súmula das forças secretas de todas as ‘ordens’ e escolas, que se uniram para formar um governo mundial invisível. Num sentido político, a sinarquia pretende integrar todas as forças da finança e da sociedade que o governo mundial, naturalmente sob chefia socialista, tem que apoiar e promover. O Catolicismo, como todas as religiões, seria consequentemente absorvido num sincretismo universal. Não só não seria suprimido como, pelo contrário, seria integrado, uma táctica que já está em andamento segundo o princípio da fraternidade entre clerigos (das várias religiões)».

     A estratégia delineada pela Permanent Instruction para atingir este objectivo é espantosa pela sua audácia e astúcia. O documento refere-se, desde o princípio, a um processo que levará décadas a cumprir. Os autores do documento sabiam que não viveriam para assistir ao seu triunfo. Estavam, sim, a inaugurar uma obra que seria retomada por gerações sucessivas de iniciados. Como diz a Permanent Instruction: «Nas nossas fileiras o soldado morre mas a luta continua».

     A Instruction propunha a disseminação das ideias e axiomas liberais pela sociedade e dentro das instituições da Igreja Católica, de tal modo que os leigos, seminaristas, clerigos e prelados seriam gradualmente, e ao longo dos anos, imbuídos de princípios progressistas. Esta nova mentalidade viria eventualmente a ser tão difusa que seriam ordenados Padres, sagrados Bispos e nomeados Cardeais indivíduos cujo pensamento estaria em harmonia com as ideias modernas baseadas nos “Princípios de 1789” (isto é, os princípios da Maçonaria, que inspirou a Revolução Francesa) - ou seja: o pluralismo, a igualdade de todas as religiões, a separação da Igreja e do Estado, a liberdade de expressão sem restrições, e assim por diante.

     Chegar-se-ia por fim a eleger um Papa vindo destes meios, que levaria a Igreja pelo caminho da “iluminação e renovação”. Note-se, desde já, que não estava nos seus planos colocar um Maçon na Cadeira de S. Pedro. O seu objectivo era criar as condições que acabariam por produzir um Papa e uma Hierarquia conquistados pelas ideias do Catolicismo liberal, ao mesmo tempo que se consideravam Católicos fiéis.

     Estes dirigentes católicos liberalizados deixariam de se opor às ideias modernas da Revolução (ao contrário dos Papas de 1789 a 1958, que condenaram de forma unânime estes princípios liberais), mas, pelo contrário, amalgamá-los-iam à Igreja ou “baptizá-los-iam” para os colocarem dentro da Igreja. O resultado final seria um Clero e um laicado católicos que marchariam sob a bandeira da “iluminação”, pensando ao mesmo tempo estarem a marchar sob a bandeira das Chaves Apostólicas.

     Certamente com a Permanent Instruction no pensamento, o Papa Leão XIII em Humanum Genus exortou os dirigentes católicos «arrancai à Maçonaria a máscara com que ela se cobre, e fazei-a ver tal qual é»8. A publicação destes documentos da Alta Vendita era um meio de “arrancar a máscara”.

     Para que não se diga que nós interpretámos mal a Permanent Instruction, vamos agora citá-la extensamente. O que se segue não é a Instruction completa, mas a secção mais relevante como prova. Lê-se no documento:

     O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direcção à Igreja, para conquistar a ambos.
     A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua.
     Não tencionamos atrair os Papas à nossa causa, fazê-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo; e se acontecesse que Cardeais ou prelados, por exemplo, quer por sua livre vontade ou de surpresa, entrassem em parte dos nossos segredos, isso não seria de modo nenhum um incentivo para desejar a sua elevação à Cadeira de Pedro. Essa elevação arruinar-nos-ia. Só a sua ambição levá-los-ia à apostasia, e as necessidades do poder forçá-los-iam a sacrificar-nos. O que devemos desejar, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam pelo Messias, é um Papa conforme às nossas necessidades (...)
     Com isto marcharemos com mais segurança para o assalto à Igreja do que com os panfletos dos nossos irmãos em França e até do que com o ouro da Inglaterra. Quereis saber a razão? É que com isto, para despedaçar a grande rocha em que Deus erigiu a Sua Igreja, já não precisamos de vinagre anibaliano, ou de pólvora, ou mesmo das nossas armas. Temos o dedo mínimo do sucessor de Pedro comprometido nesta empresa, e este dedinho vale tanto, para esta cruzada, como todos os Urbanos II e todos os São Bernardos da Cristandade.
     Não temos dúvidas de que chegaremos a este fim supremo dos nossos esforços. Mas quando? Mas como? O desconhecido ainda não foi revelado. Contudo, visto que nada nos irá desviar do plano estabelecido e, pelo contrário, tudo tenderá para ele, como se já amanhã o trabalho que mal foi esboçado fosse coroado de sucesso, desejamos, nesta Instrução, que se manterá secreta para os simples iniciados, dar aos dignitários na chefia da Suprema Vendita alguns conselhos em forma de instrução ou memorando, conselhos esses que eles deverão imbuir em todos os irmãos (…)
     Ora bem, para assegurarmos um Papa com as características desejadas, é preciso, em primeiro lugar, modelá-lo (…)[e,] para este Papa, uma geração digna do reinado que sonhamos. Ponde de parte os velhos e os de idade madura; dedicai-vos aos jovens e, sendo possível, até às crianças (…) Conseguireis sem grande custo uma reputação de bons Católicos e de puros patriotas.
     Esta reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens Clerigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, este jovem Clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há-de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação. É um grãozinho de mostarda preta que vamos confiar à terra; mas o sol da justiça desenvolvê-lo-á ao mais alto poder, e vereis um dia que rica colheita esta sementezinha produzirá.
     No caminho que estamos a traçar para os nossos irmãos, há muitos grandes obstáculos a conquistar, dificuldades de mais do que um género para dominar. Eles triunfarão sobre aqueles pela experiência e pela clarividência; mas o objectivo é de tal esplendor que é importante abrir todas as velas ao vento para o alcançar. Se quereis revolucionar a Itália, procurai o Papa cujo retrato acabámos de esboçar. Se quereis estabelecer o reino dos escolhidos no trono da prostituta da Babilónia, fazei com que o Clero marche sob a vossa bandeira, enquanto acredita que está a marchar sob a bandeira das chaves apostólicas. Se quereis fazer desaparecer o último vestígio dos tiranos e opressores, deitai as vossas redes como Simão Bar-Jona; deitai-as nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros em vez de as deitardes no fundo do mar; e, se não vos apressardes, prometemo-vos uma pescaria mais miraculosa que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens; colocareis amigos à volta da Cadeira apostólica. Tereis pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte; uma revolução que só precisará de ser um pouco instigada para incendiar os quatro cantos do Mundo9.

O aparecimento do Catolicismo liberal

     Como já notámos, o objectivo da Maçonaria não era destruir a Igreja, o que os Maçons sabiam ser impossível, mas antes neutralizar e instrumentalizar a Igreja - isto é, transformar o elemento humano da Igreja num instrumento de promoção dos objectivos maçónicos, induzindo os membros da Igreja a abraçar as ideias liberais. Uma Hierarquia liberalizada prestar-se-ia facilmente a colaborar no estabelecimento do ideal maçónico de uma nova ordem mundial (novus ordo seclorum) - uma falsa “fraternidade” pan-religiosa na qual a Igreja abandona o Seu título de ser a única arca de salvação e cessa a Sua oposição às forças do Mundo. A primeira fase deste processo manifestou-se no século XIX, altura em que a sociedade estava cada vez mais permeada com os princípios liberais da Revolução Francesa. Este programa já causava grande detrimento à Fé católica e ao Estado católico em meados daquele século. As supostamente “mais amáveis e mais suaves” noções de pluralismo, de indiferentismo religioso, de uma democracia que acredita que toda a autoridade vem do povo, de falsas noções de liberdade, de reuniões inter-religiosas, da separação entre a Igreja e o Estado, e de outras novidades estavam a apertar as mentalidades da Europa do pós-Iluminismo, infectando tanto estadistas como eclesiásticos.

A condenação do Catolicismo liberal

     Os Papas do século XIX e do início do século XX fizeram guerra aberta contra estas tendências perigosas. Com uma presença de espírito assente na certeza sem compromissos da Fé, estes Papas não se deixaram arrastar. Sabiam que os maus princípios, por mais honrosos que possam parecer, não podem dar bom fruto; e que estavam perante maus princípios na sua forma pior, porque não estavam assentes só na heresia, mas na apostasia. Como generais que reconhecem o dever de defenderem a sua praça a todo o custo, estes Papas assestaram uma poderosa artilharia contra os erros do Mundo moderno e fizeram fogo incessantemente: as encíclicas eram as suas munições, e nunca erraram o alvo.

     O ataque mais devastador veio sob a forma do monumental Syllabus de Erros do Bem-Aventurado Papa Pio IX, por ele acrescentado à sua encíclica Quanta Cura (1864). Quando o fumo se dissipou, não restavam dúvidas a nenhum dos implicados na batalha sobre quem estava de cada lado. A linha de demarcação fora traçada claramente. No Syllabus, o Bem-Aventurado Pio IX condenou os principais erros do Mundo moderno, não por serem modernos, mas porque estas novas ideias se baseavam num naturalismo panteísta e, por isso, eram incompatíveis com a Doutrina Católica, além de serem destrutivas para a sociedade.

     Os ensinamentos do Syllabus opunham-se ao liberalismo, assim como os princípios do liberalismo se opunham ao Syllabus. Isto era claramente reconhecido por ambas as partes. O Padre Denis Fahey referiu-se a esta revelação de princípios como “Pio IX contra a deificação panteísta do homem”10. Falando pelo lado oposto, o maçon francês Ferdinand Buissont declarou que «Uma escola não pode continuar neutra entre o Syllabus e a Declaração dos Direitos do Homem»11.

     E, apesar disto, apareceu no século XIX um novo género de Católicos que buscaram um compromisso utópico entre os dois. Estes homens procuraram o que eles acreditavam ser “bom” nos princípios de 1789, e tentaram introduzi-los na Igreja. Muitos Clerigos, infectados pelo espírito da época, foram apanhados numa rede que fora “lançada nas sacristias e nos seminários” pela Maçonaria. Foram todos estes que vieram a ser conhecidos pela designação de Católicos liberais. O Bem-Aventurado Papa Pio IX tinha-lhes um horror absoluto. Afirmou que estes “Católicos liberais” eram os “piores inimigos da Igreja”. Numa carta à deputação francesa chefiada pelo Bispo de Nevers, com data de 18 de Junho de 1871, o Bem-Aventurado Pio IX declarou:

     O que eu mais receio não é a Comuna de Paris - Não! - o que eu receio é o Catolicismo liberal (…) Já o disse mais de quarenta vezes, e repito-o agora para vós, pelo amor que vos tenho. O autêntico flagelo da França é o Catolicismo liberal, que se esforça por unir dois princípios tão repulsivos um em relação ao outro como o fogo e a água12.

O aparecimento do Modernismo

     Todavia, apesar disto, o número dos Católicos liberais continuou a aumentar. A crise atingiu o cúmulo pelo final do século XIX, altura em que o liberalismo de 1789 que “circulava com o vento” se converteu no tornado do modernismo. O Padre Vincent Miceli identificou esta heresia como tal, ao descrever a “trindade de antepassados” do modernismo: “O seu antepassado religioso é a Reforma protestante (…) o seu progenitor filosófico é o Iluminismo (…) a sua linhagem política vem da Revolução Francesa”13.

     A que chamamos nós “modernismo”? O modernismo não é, nem mais nem menos, do que uma síntese ou combinação de todos os erros do Catolicismo liberal num sistema filosófico e teológico completo, cujo efeito é enfraquecer insidiosamente a integridade de toda a Fé Católica. Um exame pormenorizado do vasto sistema modernista de pensamento ultrapassa de longe o âmbito deste livro; basta dizermos que, através de vários erros subtis, o modernista nega ou enfraquece a divindade e a revelação divina de Cristo, a Sua fundação da única Igreja verdadeira, e a imutabilidade absoluta da Doutrina Católica (que o modernista diz poder “evoluir” conforme mudam as circunstâncias). O modernista também adopta e promove as noções liberais de “livre expressão” e “liberdade de consciência”, e o erro do indiferentismo religioso, segundo o qual todas as religiões seriam mais ou menos boas e dignas de louvor, por virem de um chamado “sentido religioso” inato ao homem - um erro que, como é bom de ver, nega implicitamente a realidade do Pecado Original, ao sugerir que todos os homens podem ser verdadeiramente religiosos e que podem salvar-se nas diversas religiões que inventam, sem ser necessário o Baptismo, a Fé e os Sacramentos da Igreja Católica.

São Pio X sufoca a rebelião modernista

     O Papa S. Pio X, que ascendeu ao Sólio Pontifício em 1903, reconheceu no modernismo uma praga altamente mortífera que devia ser detida. S. Pio X combateu o modernismo, isolando, definindo e condenando sistematicamente as suas muitas proposições erróneas. Em particular, S. Pio X lançou uma encíclica monumental contra o modernismo (Pascendi Dominici Gregis) e um Syllabus dos erros modernistas (Lamentabili). Na Sua encíclica Pascendi, este grande Papa escreveu: «(...) continuam a derramar o vírus por tôda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar». Na mesma encíclica chamava ao modernismo “o distilado de todos os erros”, declarando que a obrigação mais importante do Papa era assegurar a pureza e a integridade da Doutrina Católica, e que, se nada fizesse, faltaria ao Seu dever essencial14.

     Mas S. Pio X não se deteve aqui. Alguns anos depois da Pascendi, reconhecendo que os Modernistas deviam ser esmagados antes que se erguessem e causassem uma devastação na Igreja, este santo Papa apresentou a sua carta Sacrorum antistitum, que ordenava que todos os sacerdotes e professores fizessem o Juramento Anti-Modernista. Supervisou o afastamento dos modernistas de Seminários e Universidades, e excomungou os obstinados e os impenitentes. S. Pio X sabia que os modernistas atacavam a própria natureza da Igreja e que, na sua audácia, estavam já a tentar destruir o Dogma e a Tradição da Igreja:

     [A] gravidade do mal cresce de dia para dia, e deve conter-se a todo o custo. Já não nos defrontamos, como no princípio, com adversários “em pele de cordeiro”, mas com inimigos aberta e desavergonhadamente assumidos na nossa própria casa, os quais, tendo feito um pacto com os maiores inimigos da Igreja [isto é, os maçons, liberais, protestantes, judeus, muçulmanos, etc.], estão decididos a arrasar a Fé (…) Querem renová-la como se estivesse consumida pela velhice, expandi-la e adaptá-la ao gosto do Mundo e aos seus progressos e confortos, como se ela se opusesse, não apenas à frivolidade de alguns, mas ao bem da sociedade. (…) Nunca haverá demasiada vigilância e firmeza da parte daqueles a quem foi confiada a guarda fiel do sagrado depósito da doutrina evangélica e da tradição eclesiástica, para se poderem opor aos ataques que lhe fazem15.

     S. Pio X conseguiu efectivamente deter o avanço do modernismo na sua época. Diz-se, todavia, que, quando o felicitaram por ter erradicado este grave erro, o Papa S. Pio X respondeu imediatamente que, apesar de todos os seus esforços, não conseguira matar a fera - mas apenas forçá-lo a esconder-se. E avisou ainda que, se os responsáveis da Igreja não se mantivessem vigilantes, a fera voltaria no futuro, mais virulento do que nunca16. Como veremos, a predição de S. Pio X realizou-se - e com violência.

O Modernismo regressa mais uma vez

     Um drama quase desconhecido que se desenvolveu no reinado do Papa Pio XI demonstra que a facção clandestina do pensamento modernista estava viva e sã no período imediatamente a seguir ao de S. Pio X.

     O Padre Raymond Dulac relata que, no consistório secreto de 23 de Maio de 1923, o Papa Pio XI consultou os trinta Cardeais da Cúria sobre se seria oportuno convocar um concílio ecuménico. Estavam presentes prelados ilustres, como Merry del Val, De Lai, Gasparri, Boggiani e Billot. Os Cardeais eram da opinião que não devia convocar-se. Como avisou o Cardeal Billot, «A existência de profundas divergências no próprio seio do episcopado não podia ser ocultada (…) [Há] o risco de se entrar em discussões que se prolongariam indefinidamente».

     Boggiani recordou as teorias modernistas, das quais, afirmou, parte do Clero e dos Bispos não estava isenta. «Esta mentalidade pode inclinar certos Padres a apresentar moções, a introduzir métodos incompatíveis com as tradições católicas».

     Billot foi ainda mais preciso: exprimiu o seu receio de ver o Concílio “manobrado” pelos «piores inimigos da Igreja, os Modernistas, que estão já a aprontar-se, como certos indícios demonstram, para realizarem na Igreja a revolução, um novo 1789»17.

As predições da Maçonaria sobre uma
ruptura modernista num Concílio Ecuménico

     Ao desencorajar a ideia de um Concílio por tais razões, estes Cardeais mostraram estar mais aptos a reconhecerem os “sinais dos tempos” do que todos os teólogos pós-Vaticano II juntos. Mas a sua apreensão poderia estar baseada em algo mais profundo. Talvez estivessem também preocupados com os escritos do iluminado notório, o excomungado Cónego Roca (1830-1893), que pregou a revolução e a “reforma” da Igreja, e que predisse, em pormenores espantosamente precisos, a subversão da Igreja que seria ocasionada por um Concílio.

     Em Athanasius and the Church of Our Time, o Bispo Graber refere-se à predição feita por Roca de uma “Igreja iluminada de novo”, que seria influenciada pelo “socialismo de Jesus”18. Em meados do século XIX, Roca predisse que «A nova igreja, que talvez não consiga reter nada da Doutrina Escolástica e da forma original da antiga Igreja, receberá, mesmo assim, a sua consagração e jurisdição canónica de Roma». Surpreendentemente, Roca também predisse a “reforma” litúrgica do pós-Vaticano II: «[O] culto divino, na forma dirigida pela liturgia, cerimonial, ritual e regulamentos da Igreja Romana, sofrerá em breve uma transformação num concílio ecuménico, que restaurará a venerável simplicidade da idade de ouro dos Apóstolos, de acordo com as exigências da consciência e da civilização moderna».

     Roca vaticinou que, através desse concílio, surgiria «um acordo perfeito entre os ideais da civilização moderna e o ideal de Cristo e do Seu Evangelho. Isto será a consagração da Nova Ordem Social e o baptismo solene da civilização moderna». Por outras palavras, este concílio abriria caminho ao triunfo do plano maçónico para a subversão da Igreja. Roca também se referiu ao futuro do Papado. Escreveu o seguinte: «Há um sacrifício iminente que representa um acto solene de expiação (…) O Papado cairá; morrerá sob a faca santificada que os Padres do último concílio fabricarão. O César papal é uma vítima coroada para o sacrifício». Roca predisse entusiasticamente nada menos que uma «nova religião, novo dogma, novo ritual, novo sacerdócio». Chamou aos novos Padres “progressistas”, e referiu-se à “supressão” da sotaina e ao “casamento dos Padres”19.

     Citando os escritos do heresiarca francês Abbé Melinge (que usou o pseudónimo de Dr. Alta), o Bispo Graber avisou que havia um programa revolucionário para «substituir a Fé romana por um pontificado “pluriconfessional”, capaz de se adaptar a um ecumenismo polivalente, tal como vemos hoje ser estabelecido na intercelebração de Sacerdotes e pastores protestantes». (Melinge referiu-se a certos Padres renegados; mas hoje é o próprio Papa que preside a cerimónias mistas, incluindo Vésperas, com “bispos” protestantes)20.

     Encontramos ecos arrepiantes de Roca, de Melinge e da Alta Vendita nas palavras do Rosacruz Dr. Rudolph Steiner, que declarou em 1910: «Precisamos de um concílio e de um Papa que o proclame»21.

A aliança entre a Maçonaria e o Comunismo

     Note-se que, ao combater por estes objectivos, os maçons eram camaradas de luta dos comunistas, que conspiravam com eles para derrubar a Igreja e o Estado. Como o Papa Leão XIII observou na Humanum Genus (1884), a sua encíclica monumental sobre a ameaça que representavam as sociedades maçónicas:

     «Sim, esta mudança, esta subversão, é planeada deliberadamente e apresentada por muitas associações de comunistas e socialistas; e a estas manobras a seita dos maçons não é hostil, mas, pelo contrário, favorece muito os seus desígnios, e partilha com elas as suas opiniões principais».

     Como viemos a saber de numerosas testemunhas independentes, a infiltração comunista da Igreja22 começou cedo, na década de 1930. O próprio Lénin (fundador do Comunismo russo) declarou nos anos 20 que infiltraria a Igreja Católica, particularmente o Vaticano. A evidência histórica quanto a isto foi recentemente sumarizada no venerável periódico Christian Order:

     Douglas Hyde, ex-comunista e célebre convertido, revelou há muito tempo que nos anos 30 as chefias comunistas enviaram uma directiva à escala mundial sobre a infiltração da Igreja Católica. E no início da década de 50, a Srª Bella Dodd também deu informações pormenorizadas sobre a subversão comunista da Igreja. Falando como antiga funcionária de destaque do Partido Comunista Americano, a Srª Dodd disse: “Nos anos 30 pusemos mil e cem homens no sacerdócio para destruir a Igreja a partir do seu interior”. A ideia era que estes homens se ordenassem e subissem até ocupar posições de influência e autoridade como Monsenhores e Bispos. Uma dúzia de anos antes do Vaticano II, ela declarou o seguinte: “Neste momento estão nos cargos mais altos da Igreja” - onde estavam a trabalhar para conseguir mudanças que enfraquecessem a eficácia da Igreja na sua luta contra o Comunismo. Acrescentou que estas mudanças seriam tão drásticas que “não reconhecerão a Igreja Católica23.

     Como sublinhou a Christian Order, a existência de uma conspiração comunista para infiltrar a Igreja foi abundantemente confirmada, não só pelos antigos comunistas Bella Dodd e Douglas Hyde, mas também por desertores soviéticos:

     O antigo oficial do KGB Anatoliy Golitsyn, que desertou em 1961 e em 1984 previu com 94% de precisão todos os espantosos acontecimentos ocorridos no Bloco Comunista desde aquela altura, confirmou há vários anos que esta «penetração da Igreja Católica, assim como de outras igrejas, faz parte da “linha geral” [isto é, da política imutável] do Partido na luta anti-religiosa». De facto, centenas de documentos passados para o Ocidente pelo antigo arquivista do KGB Vassili Mitrokhin, e publicados em 1999, dizem o mesmo sobre o facto de o KGB cultivar as relações mais cordiais com os Católicos ‘progressistas’ e financiar as suas actividades. Um dos órgãos esquerdistas identificados foi a pequena agência de imprensa católica italiana Adista que, ao longo de décadas, promoveu todas as causas ou “reformas” post-conciliares imagináveis, e cujo Director foi nomeado no Arquivo Mitrokhin como um agente assalariado do KGB.

     A Srª Dodd, que se converteu à Fé pouco antes de morrer, era assessora jurídica do Partido Comunista dos Estados Unidos. Prestou um depoimento volumoso sobre a infiltração comunista na Igreja e no Estado perante a Comissão Parlamentar de Actividades Anti-Americanas nos anos 50. Como se quisesse penitenciar-se pelo seu papel na subversão da Igreja, a Srª Dodd fez uma série de conferências na Universidade Fordham e noutros locais durante os anos que precederam o Vaticano II. A Christian Order recorda o testemunho de um frade que assistiu a uma dessas conferências no início da década de 50:

     Ouvi aquela mulher durante quatro horas e ela pôs-me os cabelos em pé. Tudo o que ela disse cumpriu-se à letra. Pensar-se-ia que ela era a maior profetisa do Mundo, mas ela não era profetisa. Estava apenas a expor, passo a passo, o plano de combate da subversão comunista da Igreja Católica. Ela explicou que, de todas as religiões do Mundo, a Igreja Católica era a única temida pelos Comunistas, porque era o seu único adversário eficaz. A ideia geral era destruir, não a Igreja como instituição, mas antes a Fé do povo, e usar mesmo a instituição da Igreja, se possível, para destruir a Fé por meio da promoção de uma pseudo-religião, qualquer coisa parecida com o Catolicismo mas que não era a autêntica doutrina. Logo que a Fé fosse destruída - explicou ela - introduzir-se-ia na Igreja um complexo de culpa. (…) para classificar a ‘Igreja do passado’ como opressiva, autoritária, cheia de preconceitos, arrogante ao afirmar-se como única possuidora da verdade, e responsável pelas divisões das comunidades religiosas através dos séculos. Isto seria necessário para que os responsáveis da Igreja, envergonhados, adoptassem uma ‘abertura ao Mundo’ e uma atitude mais flexível para com todas as religiões e filosofias. Os comunistas explorariam então esta abertura para enfraquecer insidiosamente a Igreja24.

     Ora, se os inimigos da Igreja conseguissem ser bem sucedidos nos seus planos - que acabámos de delinear -, veríamos acontecer as seguintes coisas na Igreja:

  • Em primeiro lugar, como Roca predisse, haveria num concílio ecuménico uma convulsão de tal grandeza que todo o Mundo compreenderia que a Igreja Católica tinha sofrido uma revolução que a alinharia com as ideias modernas. Seria evidente para todos que se tinha dado uma “modernização” da Igreja.
  • Em segundo lugar, seria introduzida uma nova “teologia” que teria tendência a contradizer os ensinamentos anteriores.
  • Em terceiro lugar, os próprios Maçons e Comunistas cantariam a sua vitória, acreditando que a Igreja Católica tinha finalmente “visto a luz” em assuntos como o pluralismo, o estado secular, a igualdade das religiões, e quaisquer outros compromissos que tivessem sido atingidos.
  • Em quarto lugar, como resultado desta subversão, a nova orientação da Igreja acabaria por se sobrepor aos próprios dogmas e tradições da Igreja nos Seus ensinamentos e práticas - incluindo a Mensagem de Fátima, que teria que ser “revista” ou enterrada para se acomodar à nova orientação.

     Resta-nos agora demonstrar até que ponto este plano de subversão da Igreja foi posto em prática, e como deu motivo ao grave crime que foi cometido: a tentativa de neutralizar a autêntica Mensagem de Fátima. Ao cometerem este crime, os acusados deixaram a Igreja e o Mundo expostos aos maiores perigos, incluindo o aniquilamento de várias nações e a perda de milhões de almas. E um tal crime é, com efeito, não só contra a Igreja mas contra a humanidade.


Notas

1. Para mais dados sobre a ligação entre a Alta Vendita e a nova orientação da Igreja desde o Concílio, leia-se o opúsculo de John Vennari, The Permanent Instruction of the Alta Vendita (TAN Books and Publishers, Rockford, Illinois, 1999).

2. Cardeal Crétineau-Joly, The Roman Church and Revolution, 2º vol., ed. original, 1859, reimpressa pelo Círculo da Renascença Francesa, Paris, 1976; Monsenhor Delassus apresentou de novo estes documentos no seu trabalho The Anti-Christian Conspiracy (A Conspiração Anti-Cristã), DDB, 1910, Tom. III, pp. 1035-1092.

3. Monsenhor Dillon, Grand Orient Freemasonry Unmasked, pp. 51-56, o texto completo da Alta Vendita - Christian Book Club, Palmdale, Califórnia.

4. Michael Davies, Pope John's Council (Angelus Press, Kansas City, Missouri, 1992), p. 166.

5. The Catholic Encyclopedia, Vol. 3 (New York Encyclopedia Press, 1913), pp. 330-331.

6. Rev. E. Cahill, S.J., Freemasonry and the Anti-Christian Movement (Dublin, Gill, 1959), p. 101.

6a. Anotação acrescentada pelo Tradutor.

7. Bispo Rudolph Graber, Athanasius and the Church of Our Time (Christian Book Club, Palmdale, Califórnia, 1974), p. 39.

8. Papa Leão XIII, Humanum Genus, parágr. 31.

9. Monsenhor Dillon, Grand Orient Freemasonry Unmasked, pp. 51-56, o texto completo da Alta Vendita (Christian Book Club, Palmdale, Califórnia). Este excerto da Permanent Instruction of the Alta Vendita foi traduzido para Português a partir da versão inglesa do mesmo passo.

10. Padre Denis Fahey, Mystical Body of Christ in the Modern World (Regina Publications, Dublin, Irlanda, 1939), Cap. VII.

11. Ibid., p. 116.

12. Citado em The Catholic Doctrine, Padre Michael Muller (Benzinger, 1888), p. 282.

13. Padre Vincent Miceli, The Antichrist (Roman Catholic Books, Harrison, Nova York, 1981), p. 133.

14. Papa Pio X, Pascendi Dominici Gregis (Sobre a doutrina dos Modernistas), 8 de Setembro de 1907.

15. Papa Pio X, Sacrorum antistitum (Tradução nossa.)

16. Padre Vincent Miceli, The Antichrist, conferência em cassete, Keep the Faith, Inc., Ramsey, Nova Jersey.

17. Raymond Dulac, Episcopal Collegiality at the Second Council of the Vatican (Paris, Cèdre, 1979), pp. 9-10.

18. Athanasius and the Church of Our Time, p. 34.

19. O leitor encontrará uma relação completa de todas as citações de Roca que aqui incluímos em Athanasius and the Church of Our Time, pp. 31-40.

20. “Vésperas comuns de Católicos e Luteranos no Vaticano”, CWNews.com, 13 de Novembro de 1999: “Os Arcebispos G.H. Hammar e Jukka Paarma - respectivamente, os Primazes luteranos da Suécia e da Finlândia - e os Bispos Anders Arborelius de Estocolmo e Czeslaw Kozon de Copenhague uniram-se ao Santo Padre para o serviço de Vésperas. Estavam presentes à cerimónia vários outros bispos luteranos dos países escandinavos, incluindo duas bispas”.

21. Athanasius and the Church of Our Time, p. 36.

22. Veja-se “O plano secreto dos Vermelhos para dominar a Igreja Católica”, publicado na China Comunista em 1959. Publicado em inglês in The Fatima Crusader, Nº 19, Fevereiro-Abril 1986, p. 6. Cf. também “A profecia de Bella Dodd”, uma coluna da Internet - a Fatima Perspective - [em Inglês] pelo Dr. Christopher Ferrara (www.fatima.org/perspective235.htm); esta profecia também se encontra a pp. 47-48 deste livro. Veja-se ainda o artigo do Padre Paul Kramer, “The ‘Party Line’ in Relation to Fatima” (A ‘Linha do Partido’ em relação a Fátima), in The Fatima Crusader, Nº 69, Inverno de 2002, pp. 10 et seq.

23. “The Greatest Conspiracy”, em Christian Order de Novembro de 2000.

24. Outro ex-comunista, o Sr. Manning Johnson, prestou declarações semelhantes. Em 1953, declarou o seguinte perante a Comissão Parlamentar de Actividades Anti-Americanas: “Uma vez assente a táctica de infiltração das organizações religiosas pelo Kremlin (…) Os comunistas descobriram que a destruição da religião podia ser muitíssimo acelerada recorrendo à infiltração da Igreja por Comunistas que actuariam no próprio seio da Igreja” - e acrescentou - “Esta política de infiltrar seminários teve um sucesso que até ultrapassou as próprias esperanças dos comunistas”. Referindo-se à infiltração das instituições religiosas em geral, Manning Johnson veio a explicar: “(…) a conspiração principal para tomar conta das organizações religiosas foi efectivamente concebida durante este período (1935), e o facto de os Comunistas poderem gabar-se, nos cabeçalhos do Daily Worker, de terem 2.300 ministros protestantes a apoiá-los é o resultado desta táctica, que começou nos anos 30 quando eu era membro do Partido Comunista.” - testemunho de Manning Johnson, Investigação das actividades comunistas na área urbana de Nova York - Parte 7, Audiência da Comissão das Actividades Anti-Americanas, Câmara dos Representantes, 83º Congresso, Primeira Sessão, 8 de Julho de 1953 (publicado pela Imprensa do Governo, Washington, D.C. 1953), p. 2214. Pode encontrar-se uma colecção de citações de ex-comunistas sobre a infiltração da Igreja, no artigo de John Vennari “Heaven's Request for Reparation to the Holy Face of Jesus” (O pedido do Céu para uma Reparação à Sagrada Face de Jesus), Parte III, Catholic Family News, Agosto de 2001.

 

 

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