Capítulo 15

Deitando contas ao nosso tempo

     «Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao Mundo algum tempo de Paz.» Foi isto o que a Mãe de Deus prometeu em Fátima.

     Mas houve qualquer coisa que correu mal. As profecias de Fátima, realizadas na íntegra em todos os outros aspectos, não se cumpriram neste ponto. Seria a Mãe de Deus que nos enganou? Ou seriam antes os homens - certos homens - que nos enganaram?

     A 3 de Março de 2002, a revista Time noticiava que «um mês depois dos ataques do 11 de Setembro, as chefias militares federais receavam que uma arma nuclear, obtida do arsenal russo, tivesse entrado clandestinamente em Nova York». Segundo a mesma revista, «o Grupo de Segurança Anti-Terrorismo da Casa Branca, pertencente ao Conselho Nacional de Segurança, foi alertado do perigo por um agente de nome de código DRAGONFIRE; mas nem os funcionários de Nova York nem os dirigentes do FBI receberam qualquer informação, numa tentativa de evitar o pânico.»

     Embora tal comunicação fosse mais tarde considerada incorrecta, em Washington, D.C., foi instalado um “governo-sombra” em abrigos subterrâneos e, pelos Estados Unidos, foram dispostos detectores nucleares em posições-chave - numa antecipação daquilo que o Presidente e os seus assessores acreditavam ser um ataque inevitável, e ainda muito mais mortífero, dos terroristas islâmicos. Nessa mesma data de 3 de Março de 2002, o The Washington Post noticiava: «Alarmada pela crescente suspeita de uma progressão da Al-Qaeda com o fim de obter uma arma nuclear ou radiológica, a Administração Bush dispôs, a partir de Novembro [de 2001], centenas de sofisticados censores ao longo das linhas de fronteira, nas instalações no estrangeiro e nos pontos de possível bloqueio em torno de Washington. Também a “Força Delta”, unidade de Comandos de elite da Nação, foi posta em novo alerta de emergência, com a missão de tomar o controle de materiais nucleares que os sensores pudessem detectar».

     Baseando-se em informações dos Serviços de Protecção e Segurança do Estado - falíveis, porque humanos -, estes líderes políticos mostraram ter a prudência suficiente para se prepararem para o pior, que sabiam estar iminente. Porém, no aparelho de estado do Vaticano, os revisionistas de Fátima, seguindo a Linha do Partido de Sodano, afirmam-nos que podemos, em toda a segurança, não dar qualquer importância a este outro “Serviço de Protecção e Segurança” - vindo do Céu e, por isso, infalível - que nos avisa acerca do aniquilamento de nações. Pior: eles escondem da Igreja uma parte vital da informação vinda desse “Serviço de Protecção” celeste - as palavras do Terceiro Segredo que ainda falta conhecer -, ao mesmo tempo que nos garantem que já tudo foi revelado. E enquanto o Mundo se precipita em direcção a uma catástrofe, não falta à Igreja, ao que parece, um número considerável de idiotas úteis, todos contentes a papaguearem a Linha do Partido - enquanto, muito convenientemente, vão denunciando todos aqueles que a questionam.

     Considere o leitor que, na altura em que escrevemos, passaram já dezoito anos desde a suposta consagração da Rússia, a 25 de Março de 1984, em cerimónia realizada no Vaticano da qual foi deliberadamente omitida toda e qualquer menção à Rússia. No decurso dos útimos dezoito anos nem houve o Triunfo do Imaculado Coração de Maria nem a Rússia se converteu. Pelo contrário: durante todo este tempo, o aparelho de estado do Vaticano repudiou abertamente, como “eclesiologia ultrapassada”, qualquer tentativa de conversão ao Catolicismo na Rússia.

     Não apenas na Rússia como por todo o Mundo, as chamas do holocausto do aborto erguem-se cada vez mais alto aos olhos de Deus. Houve pelo menos 600 milhões de vítimas desta guerra contra ‘os que não puderam nascer’, desde a “consagração” de 1984; e o sangue de cada uma destas vítimas clama ao Céu pela justa vingança.

     Nem sequer a catástrofe do 11 de Setembro de 2001 nem a ameaça de piores males pôde dissuadir o aparelho de estado do Vaticano de continuar com a nova orientação “pós-Fátima” da Igreja. Em vez da consagração da Rússia, o Vaticano apresentou ao Mundo mais um encontro pan-religioso de oração: o Dia Mundial de Oração pela Paz, em Assis, a 24 de Janeiro de 2002. Católicos, Ortodoxos, Protestantes, Hindus, Muçulmanos, Judeus, Animistas africanos, Budistas, Shintoístas, Confucionistas, Tenrikyoístas e Zoroastrianos foram embarcados no ‘vai-vem’ entre o Vaticano e Assis, naquilo a que L'Osservatore Romano chamou “um comboio de Paz”. E estes ditos “representantes das religiões do Mundo” - de que até um feiticeiro tribal fazia parte - todos eles fizeram os seus sermões sobre a paz no Mundo, do alto de um grande púlpito de madeira erguido na parte mais baixa da Praça da Basílica de São Francisco. Como parte do evento, foi facultada a cada “religião” não-cristã uma sala do Santo Convento de São Francisco, para aí oferecerem orações pela paz e realizarem os seus rituais pagãos aos mais variados deuses e espíritos. No final do encontro, os “representantes das religiões do Mundo” colocaram pequenas lâmpadas de azeite acesas sobre uma mesa, simbolizando o seu suposto empenhamento na fraternidade inter-religiosa e na paz no Mundo - retirando-se em seguida.

     Depois disto, evidentemente, não houve Paz nenhuma. Logo no dia seguinte, os Israelitas começaram a bombardear os alvos palestinianos, o conflito israelo-árabe continuou a progredir em direcção a uma guerra aberta, ao mesmo tempo que a Índia testava um míssil nuclear. E nas semanas que se seguiram, Hindus e Muçulmanos - cujos “representantes” foram a Assis depositar sobre a mesa as suas lâmpadas de azeite - começaram a chacinar-se uns aos outros na Índia Ocidental; em apenas três dias de distúrbios, o total de mortos subiu a cerca de 3001.

     Não há Paz no Mundo e não há Paz na Rússia. Mas antes, como o Papa João Paulo II disse em Fátima em 1982, estamos confrontados com «ameaças quase apocalípticas que pesam sobre as nações e sobre a humanidade». É esta a consequência de ignorar os avisos que o nosso “Serviço de Protecção” celeste comunicou ao mundo em Fátima.

     E a Paz no interior da própria Igreja? Também neste aspecto a Virgem de Fátima nos deixou o Seu aviso. E também quanto a este aspecto esse aviso foi ignorado pelos homens que nos dizem que o Terceiro Segredo de Fátima “pertence ao passado”. Hoje é a corrupção e o colapso do elemento humano da Igreja durante os últimos quarenta anos que irrompe em plena luz, dando azo a que o Mundo inteiro os ponha diariamente em crónicas, para servirem de irrisão e de troça. Ora isto está a acontecer porque os próprios Clerigos rejeitaram totalmente a Mensagem de Fátima, que nos dava os meios para saber com antecedência e tomar as medidas necessárias para evitar a infiltração no Clero da homossexualidade - que hoje aí prolifera em proporções fora de controle.

     É bem sabido que os Católicos, de há longa data e na sua maioria, vítimas de décadas de disparatadas “reformas” litúrgicas e ecuménicas, deixaram de ter Fé na Divina Eucaristia, tal como deixaram de ver a sua Igreja como diferente, em essência, da dos protestantes; também já não se sentem obrigados a seguir os ensinamentos da Igreja sobre o casamento e a procriação. Mas no ano de 2002 é que a Igreja sofreria um abalo devastador para a Sua credibilidade.

     Estava este livro quase a ser concluído quando rebentou na imprensa o escândalo da pedofilia em massa na Arquidiocese de Boston - onde durante décadas o Cardeal Law escondeu as actividades destes Sacerdotes-predadores. E evidentemente, na América do Norte, num pânico sobre qualquer potencial responsabilidade, diocese atrás de diocese começou subitamente a fornecer às autoridades legais listas de Padres suspeitos de abuso sexual - depois de anos de encobrimento destas informações, quer às vítimas quer às famílias, e fazendo deslocar os presumíveis culpados de um lugar para outro. Esta verificação, diocese por diocese, de abusos sexuais de Sacerdotes sobre rapazinhos foi divulgada em grandes títulos pelo Newsweek e pela National Review, e por um grande número de histórias nos jornais nacionais e locais. Pode imaginar-se o que estará por baixo da ponta deste iceberg.

     Tanto na América do Norte como na Europa, os Seminários e Conventos estão praticamente vazios ou fechados - excepto os que são dirigidos por pequenas ordens “tradicionalistas” (como a Sociedade de São Pio X e a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro) que seguem “as velhas tradições”. Não há, nem de perto, vocações suficientes para substituirem os Sacerdotes mais velhos, que morrem ou se aposentam, na Igreja “conciliar”. E é amplamente conhecido que, entre os poucos homens que chegam a entrar em Seminários que seguem as reformas pós-conciliares, há uma grande percentagem de homossexuais. O Padre Donald Cozzens, Reitor do Seminário de Santa Maria em Cleveland, Ohio, estava apenas a admitir aquilo que é evidente a qualquer pessoa, quando, no seu livro The Changing Face of the Catholic Priesthood, referiu que:

     No começo do século XXI, há uma percepção cada vez maior de que o sacerdócio é, ou está a tornar-se, uma profissão de homossexuais (…) Os seminaristas heterossexuais sentem-se pouco à vontade, devido ao número de homossexuais que os rodeia. (…) Um seminarista heterossexual sente-se ali deslocado, e pode interpretar essa sua perturbação interior como um sinal de que é ele que não tem vocação para o sacerdócio. (…) Contactos sexuais e uniões românticas entre seminaristas homossexuais criam teias intensas e complicadas de intriga e inveja2.

     A praga de abusos e perversões sexuais entre o Clero está longe de se limitar à América do Norte. Também a Inglaterra, a França e a Espanha tiveram os seus escândalos envolvendo Sacerdotes homossexuais e pedófilos; e até um importante Arcebispo polaco foi denunciado ao Vaticano pelos Sacerdotes que ele forçara ou de quem abusara sexualmente. E em África: um vasto escândalo envolvendo Padres africanos que abusaram de Freiras foi relatado na imprensa mundial e admitido pelo Vaticano. O porta-voz do Vaticano, Padre Bernardo Cervellera (director do Fides, o serviço noticioso missionário do Vaticano), disse, apresentando-o como uma defesa ultrajante, que «o problema se limitava à África Sub-Saariana e se relacionava com a visão cultural negativa aí existente, tanto da mulher como do celibato (…) Não se trata de casos de violência ‘psicopática’ contra mulheres, mas sim de um ‘modo de vida étnico’ que é comum por toda a região (…)». Portanto, o facto de Padres africanos abusarem de religiosas é só “um modo étnico de viver” em África! Portanto, os Padres africanos só não apreciam o “valor” do celibato! Segundo a agência Reuter, o Vaticano está “a acompanhar a situação (…) mas não foi exercida nenhuma acção directa”3.

     Quer dizer: o Vaticano não exerceu qualquer acção directa contra Padres que violentam Freiras; no entanto, o Padre Nicholas Gruner foi declarado “suspenso” no único pronunciamento público da Congregação para o Clero no respeitante à “disciplina” - o único dos 260.000 Sacerdotes diocesanos que a Igreja contava no ano de 2001 -, pelo crime de divulgar a autêntica Mensagem de Fátima. Tais são as prioridades do Vaticano, segundo a nova orientação da Igreja Católica.

     Embora esta nova orientação da Igreja seja, em todos os aspectos, um erro desastroso, nada produzindo para além dos frutos mais amargos, os membros do aparelho de estado do Vaticano que movem perseguição ao Padre Gruner continuam sempre em busca de ruinosas novidades. Por isso, e pelo que lhes diz respeito, não haverá um regresso ao “modelo” da Igreja representado pela Mensagem de Fátima. Não haverá nenhuma “embaraçosa” consagração pública da Rússia. Não haverá nenhuma “ultrapassada” conversão da Rússia à Fé Católica. Não haverá o Triunfo do Imaculado Coração de Maria, porque isso seria um recuo no “diálogo ecuménico” com Protestantes e Ortodoxos. Por isso também a Rússia não se converteu e não há Paz no Mundo, e a Igreja Católica permanece num estado próximo do caos - sem dúvida como foi predito no Terceiro Segredo.

     Na Rússia, depois de uns quarenta anos de irresponsável “diálogo ecuménico”, os Ortodoxos Russos estão mais ferozes que nunca na sua rejeição ao primado do Papa e na sua oposição à Igreja Católica. Da Hierarquia ortodoxa russa veio uma explosão de ultrages quando, em Fevereiro de 2002, o Vaticano anunciou que as suas “administrações apostólicas” na Rússia seriam designadas ‘dioceses’ - que nem sequer o seriam no sentido tradicional católico. Assim, por exemplo, haveria apenas uma “Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscovo”; e o Arcebispo à cabeça desta estrutura não seria chamado Arcebispo de Moscovo, para que o Vaticano não ofendesse Alexy II, antigo agente do KGB e o actual Patriarca ortodoxo russo de Moscovo.

     Depois da criação dessas “dioceses” católicas, a fúria anti-católica da Hierarquia ortodoxa russa - ilícita herdeira das paróquias católicas e dos Fiéis roubados à verdadeira Igreja à força de armas, por Josef Stálin - tornou-se imparável. A visita do Cardeal Kasper a Moscovo foi cancelada, em protesto contra a criação das dioceses. Na sua comunicação escrita anunciando o cancelamento, Kyrill, o Metropolita Ortodoxo de Smolensk - designado para liderar a delegação ortodoxa russa em mais uma série de inúteis negociações “ecuménicas” -, declarou agressivamente que «não temos nada para dizer um ao outro». Conclusão apropriada de uma iniciativa que não valia a pena ter começado. No dia 2 de Março de 2002, Sábado, o Papa celebrou no Vaticano uma cerimónia de oração que foi transmitida por satélite para a Rússia. A transmissão foi totalmente inutilizada pelos próprios canais de televisão russos, agora sob as ordens de Vladimir Putin. Só enviando para esse país um equipamento especial (que foi retido na alfândega até ao último momento) é que alguns milhares de Católicos puderam ver o Papa nos écrans de televisão colocados na Catedral da Assunção, em Moscovo. Soube-se pela BBC que «o Patriarca Alexy da Igreja Ortodoxa Russa disse que isso (a transmissão por satélite) era uma ‘invasão da Rússia’, e referiu-se à antiga ocupação de Moscovo pela Polónia no início do século XVII. Ora João Paulo II é de origem polaca»4. Depois de muitos anos de Ostpolitik e de “diálogo ecuménico”, a Hierarquia ortodoxa não consentiu sequer em tolerar, na Rússia, uma imagem vídeo do Papa. Isto é que é a conversão da Rússia que Nossa Senhora de Fátima nos prometeu?

     Tentando repor um sorriso no fiasco da Rússia, o Arcebispo Tadeusz Kondrusiewicz, que agora está à frente da “Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscovo”, afirmou: «Isto é tudo um mal-entendido»: a Igreja Católica não tem intenção alguma de fazer conversões entre os Ortodoxos; e não tem intenção alguma de procurar a conversão da Rússia. Afinal de contas, este Arcebispo Kondrusiewicz era o mesmo que publicamente declarara em 1998 (como referimos) que «O Concílio Vaticano II decretou que a Igreja Ortodoxa é a nossa Igreja Irmã e tem os mesmos meios de salvação. Assim sendo, não há razão alguma para haver uma política de proselitismo». Uma história da Associated Press acerca da reacção de Kondrusiewicz à hostilidade ortodoxa referia que «Alguns paroquianos foram ter recentemente com Kondrusiewicz, em lágrimas, queixando-se de que a retórica indignada dos líderes ortodoxos nos noticiários nacionais desde o dia 11 de Fevereiro os fazia ter medo de praticarem a sua Fé»5. E enquanto os Prelados ortodoxos se inflamavam contra a Igreja Católica nos noticiários nacionais, «os ultra-nacionalistas uniram forças com a Igreja Ortodoxa Russa para criticarem a Igreja Católica pelo seu ‘proselitismo’ [e] um grupo parlamentar está a organizar uma investigação»6.

     Ora isto não é como se os Prelados ortodoxos da Rússia defendessem uma Igreja vibrante que fosse sua: quase todos os que se intitulam ‘ortodoxos russos’ não praticam a sua religião. The Economist indica que «A Rússia está a sofrer uma crise de fé.» Segundo esta revista, «94% dos Russos entre os 18 e os 29 anos não frequentam a igreja»7. A degeneração moral da sociedade russa - a que já nos referimos - continua em plena intensidade: dois abortos por cada nado-vivo (uma média de cinco ou seis abortos para cada mulher russa); um crescente alcoolismo e morte prematura por doença ou crime violento; um crescendo epidémico de SIDA, depois da legalização da homossexualidade por Boris Yeltsin; um florescimento da indústria de pornografia infantil; e assim por diante.

     Mas à Igreja Católica não será permitido preencher o vácuo espiritual que a Ortodoxia Russa não consegue ocupar. A lei russa de “liberdade de consciência” de 1997 continua a garantir um especial estatuto legal à Ortodoxia Russa, ao Judaísmo, ao Islamismo e ao Budismo, enquanto proibe o “proselitismo” católico e exige o registo das igrejas católicas na burocracia local. A Igreja Católica tem um perfil tão discreto na Rússia que o gabinete em Moscovo onde o Arcebispo Kondrusiewicz trata dos assuntos da Igreja está «entaipado por detrás de um outro gabinete, de um comandante militar, e não tem qualquer sinal que indique ser ali a sede da liderança da Igreja Católica Russa»8.

     No ano de 2002, os Católicos continuam a ser uma diminuta e obscura minoria na Rússia. Há talvez 500 mil Católicos (de nome) numa nação de 144 milhões de pessoas. A pequena percentagem de Católicos que ainda vai à Missa ao Domingo (a maioria na Sibéria) depende quase totalmente de Sacerdotes que não são Russos, e a quem é permitido entrar na Rússia só com vistos de visitantes - o que requer uma saída do país de três em três meses, para obter uma renovação que lhes pode ser negada em qualquer altura, por um motivo qualquer ou mesmo sem motivo nenhum. Ao próprio Secretário da Conferência dos Bispos católicos na Rússia, o Padre Stanislaw Opiela, foi-lhe negado por três vezes o visto de entrada sem qualquer explicação: «Eu não tenciono tentar outra vez. Não vale a pena» - disse ele - «Talvez venha a fazer-se algum tipo de protesto»9. Depois, em Abril de 2002, o Bispo Jerzy Masur, designado pelo Vaticano para administrar a vasta (mas escassamente povoada) região da Sibéria, foi expulso da Rússia e o seu visto de entrada confiscado sem qualquer explicação. O Bispo Masur veio a saber que o seu nome tinha sido acrescentado a uma “lista” secreta de pessoas consideradas “indesejáveis” e que não mais lhe seria permitido entrar em território russo.

     Toda esta evolução de acontecimentos na Rússia habilitou o Arcebispo Kondrusiewicz a elaborar um protesto formal em nome da Conferência de Bispos católicos na Rússia intitulado “A liberdade religiosa na Rússia está em grande perigo”. Esse protesto declara:

     Os Católicos na Rússia perguntam a si próprios: O que irá acontecer a seguir? As garantias constitucionais serão válidas também para eles, incluindo a liberdade de consciência e o direito a terem os seus próprios pastores de almas - o que implica convidá-los do exterior, sendo que, durante 81 anos, a Igreja Católica se viu privada do direito de formar e de ordenar os seus próprios Sacerdotes? Ou o Estado considerará realmente os Católicos como cidadãos de segunda classe? Estarão eles (o Estado) a voltar aos tempos de perseguição da Fé? (…) A expulsão de um Bispo católico que não violou lei alguma ultrapassa todos os limites imagináveis das relações civilizadas entre o Estado e a Igreja. (…) Com grande preocupação, expressamos o nosso protesto decidido com respeito à violação dos direitos constitucionais dos Católicos10.

     Com efeito, pelos finais de 2002, o porta-voz pessoal do Santo Padre, Joaquín Navarro-Valls, declarou que as acções levadas a cabo contra a Igreja Católica pelas autoridades russas tinham atingido o nível de “uma autêntica perseguição”. Portanto, enquanto o Cardeal Sodano e os seguidores da sua Linha de Partido insistem em que a Rússia foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria já há uns 18 anos e que o estado actual das negociações na Rússia é o “milagre” da “conversão” que, obviamente, decorre desta “consagração”, tanto o mais alto Prelado católico na Rússia como o porta-voz pessoal do Papa denunciam publicamente a perseguição da Igreja na Rússia e alertam para o facto de a liberdade religiosa dos Católicos russos estar em grave perigo. A única palavra para descrever esta situação é: ‘loucura’.

     E é ainda pior para a Igreja Católica das vizinhas “antigas Repúblicas Soviéticas”. Na Roménia, pelo menos onze igrejas paroquiais católicas (roubadas por Stálin) foram arrasadas até ao chão, só para não serem devolvidas aos seus proprietários por direito, depois da “queda do Comunismo” em 199011. Na Bielorrússia, o Serviço Noticioso Católico Mundial informava, a 10 de Janeiro de 2002, que havia «indicações perturbadoras de uma nova hostilidade contra a Igreja Católica» e que a «transmissão da Missa Dominical nos serviços radiofónicos do Estado tinha sido cancelada sem qualquer aviso.» Tal como a CWN noticiou, «A Bielorrússia é oficialmente um estado secular (…) Embora o seu Presidente autoritarista Aleksandr Lukashenko se auto-proclame ateu, encara no entanto a Igreja Ortodoxa como suporte da sua política de integração da Bielorrússia na Rússia.” Os exemplos de perseguição da Igreja Católica na Bielorrússia, no Cazaquistão, na Moldávia, na Roménia, na Transilvânia e em todo o lado na “antiga União Soviética” poderiam multiplicar-se indefinidamente.

     E, no meio de tudo isto, onde está o Presidente Russo Vladimir Putin? Muito atarefado a reunir os elementos - nunca completamente desmantelados - de uma ditadura de estilo soviético. Como noticiou a edição online do Times de Londres em 12 de Janeiro de 2002, «A última estação de televisão independente da Rússia foi encerrada ontem, deixando todas as transmissões do país sob o controle do Kremlin» - as mesmas estações televisivas que tinham vindo a denunciar a Igreja Católica a propósito da questão das dioceses na Rússia. E como se se tratasse de um esquema previamente acordado, está a acontecer a mesma coisa na Ucrânia. A 21 de Dezembro de 2001, o World Net Daily noticiou que «A chama da liberdade tem-se vindo a apagar cada vez mais na antiga República Soviética da Ucrânia - assim como pela maior parte dos territórios da antiga URSS - com o silenciamento, por parte do governo, do último órgão de comunicação e difusão independente, e com a contínua controvérsia em torno do assassinato de um jornalista muito popular que expunha livremente os factos.» É que houve muitos assassínios e “acidentes” fatais envolvendo jornalistas, desde a “queda do Comunismo”».

     Em conjunção com esta sistemática tomada de controle dos meios de comunicação social sob pretexto de “pagamento de dívidas” e “fuga aos impostos”, Putin restaurou o hino nacional soviético, consolidou o controle do Kremlin sobre as províncias russas e assinou, com a China Vermelha, um tratado de “amizade” militar e diplomático. Putin ordenou ainda a edição de um Calendário comemorativo glorificando a era soviética, a Prisão de Lubyanca (cúpula do gulag soviético) e o ‘carniceiro’ da Era Soviética, Felix Dzerzhinsky, que fundou o KGB, autorizou a tortura e a execução de Sacerdotes católicos, e se encarregou da liquidação da classe média russa, ordenada por Lénin. Este calendário serve para uso nos gabinetes do KGB - que, estrategicamente, mudou o nome para FSB.

     E como por mágica coincidência, um culto nacional por Vladimir Putin está a emergir “espontaneamente” - como se lê no Electronic Telegraph de 8 de Maio de 2001:

     [O] culto pessoal pelo Presidente Putin recebeu ontem um novo ímpeto, quando milhares de estudantes comemoraram o primeiro aniversário da sua tomada de posse à sombra das muralhas do Kremlin. A manifestação, na qual muitos usavam T-shirts decoradas com a cara do Senhor Putin, atingiu um nível ainda mais baixo na adulação do antigo coronel do KGB, que está já imortalizado nos livros para crianças, em esculturas e em elogiosa divulgação pelos meios de comunicação social. Os oradores tentaram superar-se uns aos outros em elogios ao grande líder, tendo a sua retórica revelado novas perspectivas do pensamento dos partidários de Putin que agora dominam a burocracia, o Parlamento e as emissoras estatais.

     Yelena Bonner, viúva do físico soviético dissidente Andrei Sakharov, resumiu todos estes acontecimentos nas seguintes palavras: «Sob o poder de Putin, deu-se início a uma nova etapa na introdução de um Estalinismo modernizado. O autoritarismo está a impor-se com maior dureza, a sociedade está a ser militarizada, o orçamento militar está a aumentar». Yelena Bonner avisou que «sob o actual governo, o nosso país pode esperar, num futuro previsível, perturbações sociais destruidoras que igualmente poderão afectar os países vizinhos»; e traçou ainda paralelos evidentes entre esta Rússia “convertida” e a Rússia estalinista: «durante a era de Stálin, cerca de um terço da população trabalhava de graça ou recebia um pagamento simbólico. Na Rússia moderna, dois terços da população encontram-se nos limites da pobreza. O Sistema de Saúde estatal é pior hoje do que nos anos 50. Stálin assassinou cerca de 20 milhões [na verdade, o número aproxima-se dos 50 milhões] de pessoas; mas na Rússia de hoje a população decresce cerca de um milhão de pessoas por ano»12.

     E enquanto a Rússia adere a um Estalinismo modernizado, o Cardeal Sodano reiterando a mentira de afirmar que a Rússia “tem vindo a converter-se” a partir da consagração do Mundo de 1984, continua o seu programa de aliar a Igreja Católica com as forças da emergente Nova Ordem Mundial. Os órgãos dos meios de comunicação católicos relataram, com consternação, que o Secretariado de Estado do Vaticano apoia activamente o recém-criado Tribunal Criminal Internacional (TCI) - ao ponto de oferecer um contributo financeiro para os seus cofres13. Comentadores católicos houve, a que se juntaram comentadores políticos leigos, que alertaram de há muito sobre o facto de o TCI constituir uma ameaça directa aos direitos das nações soberanas e dos seus povos, por sustentar jurisdição que permite conduzir processos politicamente orientados - de que não haverá apelo - de cidadãos de qualquer nação, com base numa lista (sempre crescente) de “delitos” passíveis de processo judicial14. Tais processos seriam efectuados sem qualquer salvaguarda processual quer quanto à admissão de provas quer quanto ao direito de contra-interrogar testemunhas consideradas essenciais para o devido procedimento legal15.

     Por toda a parte - na Igreja, na Rússia, no Mundo - os praticantes da Linha do Partido de Fátima do Cardeal Sodano vêem a evidência do seu fracasso. Mas mesmo assim, quer os colaboradores de Sodano, no aparelho de estado do Vaticano, quer, por toda a Igreja, os revisionistas de Fátima - seus ‘ingénuos’ seguidores -, continuam a insistir que a Rússia foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria há 18 anos atrás, que os recentes acontecimentos na Rússia são “um milagre”, que o Terceiro Segredo e a Mensagem de Fátima, no seu todo, “pertencem ao passado” - portanto, já não nos dizem respeito. Os Católicos que, como o Padre Gruner, continuam a chamar a atenção para o óbvio estão a ser sujeitos ao equivalente a um ‘saneamento estalinista’, devido à sua falta de fidelidade à Linha do Partido: são denunciados como “desobedientes” e “cismáticos”, e a sua “fidelidade ao Papa” é posta em dúvida - mesmo se o Santo Padre nunca confirmou nem impôs a Linha do Partido de Fátima de Sodano, antes tem fornecido indicações sobre a sua total falsidade.

     Como se poderão apurar os custos da loucura desta conspiração para pôr de lado as profecias da Mãe de Deus em Fátima? O preço do sofrimento físico e dos danos causados às almas fica já para além de todo o cálculo humano: na Rússia, a miséria do povo e a continuada perseguição do Estado aos Católicos; o holocausto dos abortos em todas as nações; uma crescente maré de violência por todo o Mundo; a perda de inúmeras almas, através da destruição da sua Fé Católica; e a corrupção do Clero católico, exibida agora perante o Mundo inteiro. Todavia, tudo tinha já sido predito, sem qualquer dúvida, naquela parte do Terceiro Segredo que não nos foi permitido conhecer; e tudo poderia ter sido evitado, se os homens que hoje governam a Igreja tivessem seguido (e não desprezado) os pedidos - tão simples - da Virgem de Fátima.

     E quais serão os custos nos dias futuros, se o percurso da Igreja - que os acusados estabeleceram - não for rapidamente corrigido? Nossa Senhora de Fátima respondeu já a esta pergunta: guerras e a perseguição da Igreja, o martírio dos Católicos, o sofrimento do Santo Padre, o aniquilamento de nações e a perda de mais milhões de almas.

     Aqueles que arquitectaram a nova orientação da Igreja e impuseram a Linha do Partido sobre Fátima insistem para que ignoremos estes avisos de Deus, mesmo se eles nos foram transmitidos pela própria Mãe de Deus e autenticados por um milagre público sem precedentes na História humana. Não, não podemos ignorar tais avisos. Chegou o tempo de declararmos que não é a Mensagem de Fátima que devemos ignorar, mas sim as palavras, humanas e totalmente falíveis, desses homens. Pelos frutos os conhecereis - e os frutos da sua política e dos seus julgamentos aqui estão, para todos verem: a Igreja chegou ao fundo da Sua pior crise em 2.000 anos e o Mundo precipita-se num apocalipse.

     Expusemos o nosso caso o melhor que pudemos; descarregámos o nosso dever de consciência, perante a Igreja e o ‘tribunal’ da História. E agora cremos que um dever impende sobre si, leitor. Pedimos-lhe que pondere as provas que lhe apresentámos e dê o seu veredicto: o veredicto de que existe uma boa razão para pedir que a mais alta autoridade da Igreja submeta a julgamento as acções destes homens, corrija os danos que delas advieram e faça justiça à Igreja e ao Mundo.

     Todavia, enquanto esperamos que se faça justiça, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para nos protegermos - a nós, aos nossos entes queridos, aos outros Católicos e a todo o Mundo - de outros males.

     Ora isto quer dizer, primeiro que tudo, que devemos rejeitar o falso conselho daqueles que, tendo autoridade, tentaram substituir as palavras da Mãe de Deus pelas suas próprias palavras, e o plano do Céu para a obtenção da Paz pelo seu próprio plano. Conhecemos já os ruinosos resultados da sua falível sabedoria humana - que eles continuam a querer impor à Igreja contra a evidência dos nossos sentidos, contra os ditames da nossa razão, e contra as palavras mesmas da própria Mãe de Deus. Com o devido respeito pelos cargos que detêm dentro da Igreja, o que temos a dizer destes homens é que - quanto à Mensagem de Fátima e às suas consequências para a Igreja e para o Mundo - foram eles que deitaram totalmente a perder a própria credibilidade. Não devemos, portanto, segui-los.

     Tal como vimos pela adequada descrição que o Cardeal Newman fez da Crise Ariana, a crise actual não constitui a primeira vez, na História da Igreja, em que foi deixado aos leigos o encargo de perpetuar a Fé - sem o apoio da alta Hierarquia nem mesmo da maioria dos Bispos, mas confiando apenas no seu sensus catholicus -, juntamente com alguns bons Sacerdotes e Prelados que não tinham sucumbido à confusão reinante. Durante a Crise Ariana, quase toda a Hierarquia tinha perdido a visão de algo tão fundamental como a Divindade de Cristo; e os leigos, para salvarem a sua alma, viram-se na necessidade de não seguir, durante pelo menos 40 anos, aqueles que detinham a autoridade. Ora, é manifesto ter surgido nos nossos dias uma situação semelhante. Olhando com objectividade para a actual condição da Igreja, poderá alguém negar com seriedade a crise de Fé e de disciplina que Ela está a atravessar e que não é menos grave que a do tempo de Arius?

     Em Reform of the Roman Liturgy, o ilustre liturgista Monsenhor Klaus Gamber, lamentando a destruição eclesial causada pelas “reformas” litúrgicas do Papa Paulo VI, observava o seguinte:

     A confusão é grande! Quem pode ainda ver claro nesta escuridão? Onde estão, na nossa Igreja, os chefes capazes de nos mostrarem o caminho certo? Onde estão os Bispos suficientemente corajosos para cortarem o foco canceroso da Teologia modernista que se implantou e que está a supurar no seio da celebração dos mistérios mais sagrados, antes que o cancro se espalhe e cause ainda maiores danos? Do que nós precisamos hoje é de um novo Atanásio, um novo Basílio - Bispos como aqueles que, no século IV, lutaram corajosamente contra a Heresia Ariana, quando quase toda a Cristandade tinha sucumbido à heresia16.

     Até que uma tal liderança consiga emergir na Igreja, até que a presente crise tenha terminado e tudo se componha de novo, devemos educar-nos a nós próprios e aos outros sobre a Fé, defendendo-a o melhor que pudermos. No nosso tempo, essa tarefa requer que defendamos também a Mensagem de Fátima, pois, como São Tomás ensina, para cada época Deus envia profetas - não para trazerem uma nova doutrina, mas para lembrarem aos Fiéis aquilo que devem fazer para salvarem a alma. Ora o grande Profeta da nossa época é Nossa Senhora de Fátima. Foi mesmo a Irmã Lúcia quem disse, na famosa entrevista ao Padre Fuentes, em 1957:

     - Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus: os bons (…) continuam no seu caminho (…) mas sem fazer caso desta Mensagem (…)
     Diga-lhes, Senhor Padre, que a Santíssima Virgem (…) - tanto aos meus primos Francisco e Jacinta como a mim - nos disse: Que muitas nações desaparecerão da face da terra, que a Rússia seria o instrumento do castigo do Céu para todo o Mundo se antes não alcançássemos a conversão dessa pobre Nação.

     A conversão da Rússia não foi obtida. Qualquer pessoa com dois dedos de testa o pode reconhecer. Assim sendo, a aniquilação de nações é decerto iminente - a menos que os Homens que governam a Igreja arrepiem caminho, abandonem as suas inovações destruidoras e, muito simplesmente, cumpram aquilo que a Mãe de Deus veio pedir em Fátima. Agora o que nós não podemos fazer é continuar a correr o risco de ‘descansar’ sobre a opinião dos que estão determinados a ignorar os verdadeiros “sinais dos tempos” - os sinais de um crescente apocalipse predito pela Virgem Santíssima em Fátima. Deste modo, e implorando a Graça de Deus, somos nós que temos que avançar com a causa da verdadeira Paz no Mundo, sem a ajuda dos nossos superiores - muitos dos quais ficaram cegos na sua busca de uma nova (e alienada) visão da Igreja.

     Para um tal empreendimento, todos nós, reunidos sob o manto de Nossa Senhora de Fátima, devemos orar incessantemente pela Sua intercessão em tempos tão confusos como os que vivemos, e nunca esquecer as fidelíssimas promessas que a Senhora fez à Igreja e ao Mundo.

     - Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!


Notas

1. New York Times, 2 de Março de 2002.

2. Donald Cozzens, The Changing Face of the Catholic Priesthood (Liturgical Press, Collegeville, Minnesota, 2002), p. 135.

3. CNN, 21 de Março de 2001.

4. BBC on-line, 2 de Março de 2002.

5. AP News, 1 de Março de 2002.

6. Zenit News, 17 de Fevereiro de 2002.

7. Zenit News, 22 de Dezembro de 2000.

8. AP reportagem e fotografia, 28 de Fevereiro de 2002.

9. Catholic News Service Report, 8 de Maio de 2001.

10. National Catholic Register Edição on-line, 28 de Abril a 5 de Maio de 2002.

11. CWNews, 2 de Março de 2002.

12. Electronic Telegraph, 2 de Março de 2000.

13. Reportagem de Zenit News, em 3 de Julho de 2002: “Vatican Contributes to International Criminal Court” (ICC).

14. “World Court Now a Reality”, por Mary Jo Anderson, 11 de Abril de 2002, WorldNetDaily, e “Stopping the International Criminal Court”, por Mary Jo Anderson, em (www.catholic.education.org/articles/social_justice/sj0003.html).

15. “The International Criminal Court vs. the American People”, por Lee A. Casey e David B. Rivkin, Jr., uma reportagem da Foundação Heritage datada de 5 de Fevereiro de 1999, que se pode encontrar-se em (www.heritage.org/Research/InternationalOrganization/BG1249.cfm).

16. Msgr. Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, (Foundation For Christian Reform, Harrison, New York), 1993, p. 113.

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